
Sei que ainda sou jovem, mas as vezes me sinto com 600 anos, talvez por estar sempre no mesmo lugar, mesmo tendo se passado alguns anos. Quando criança eu imaginava com eu seria aos 17 anos. Agora eu tenho 24 e continuo sendo a mesma pessoa que era aos 7 ou 8 anos... será?
Bem, ainda travo de medo por alguém simplesmente levantar a voz para mim ou me lançar um olhar repreensivo, como se eu tivesse acabado de executar uma travessura. Mas mesmo assim não sou mais o mesmo. Hoje creio ser mais egoísta, mas frio, menos encantado e menos encantador.
Não sei se é pelo envelhecimento das células ou se é pelo envelhecimento da alma, mas o fato é que o brilho nos olhos se foi e eu ainda continuo sendo uma criança. Blá! Devo estar sendo um parvo neste momento. Se o leitor tiver ao menos dez anos a mais de vida do que o ser que vos escreve, é provável que veja tudo isso como um drama de um adolescente que não sabe o que é vida. E quer saber a verdade... é isso mesmo! Não tem como mais me enganar, sou um eterno adolescente, ou infanto, que seja. Por mais que eu tente me convencer que estou velho, que muito já se passou. Sendo que a verdade é outra! Isso não quer dizer que eu esteja falando algo do tipo “minha alma é jovem e bela, que serei sempre uma criança, e como tal, sempre curiosa e cheia de vida e viva a beleza infantil!”. Estou longe de ser isso... estou mais para um velho que não é capaz de se surpreender com as coisas mínimas e só é capaz de sentir o coração palpitar quando revê algo. E ainda sou uma criança. Nostálgico do passado não vivido (acho que já disso isso alguma vez..). E nessa vou vagando (está mais pra divagando) por entre trilhas que já passei, e se não passei porto-me como tal. Enfim, sou novo, sou velho, sou... ao menos isso ainda continuo acreditando. (será?).


2 Devaneiro(s):
O cara, sempre a mesma lamentação!!! faz alguma coisa e me conta a cagada aí, ou eu torço, a acertada... como escritor vc é bom, bom pra caraio, mas escreve sobre a vida, não que eu esteja sendo romântico, mas escreve mesmo que for como charles bukovisk... que eu lembro muito quando eu leio as coisas que vc escreve, mas falta fazer mais arte aí, no sentido infantil da palavra...
Um abração
E cuidado com a depressão: uma doença química vida de pensamentos furados.. que não levam a lugar nenhum.
Oi!
Ainda te acho muito encantador... talvez pq me identifique come esta situação de se sentir sempre no mesmo lugar, se sentir velho e ao mesmo tempo um eterno adolescente em crises...
Cara, isso é sofrido, mesmo não negando que haja um prazer nisso...
Será que nos livraremos disso um dia? Será que queremos isso?
Um abraço.
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