See you space cowboy

Domingo, Julho 25, 2010

Sharing the world!


Bom, um pouco de desabafo!
Recentemente fui agraciado com um ótimo aparelho de mp3 e outras coizitas a mais conhecido com iTouch (Thanks Maninha!). Realmente é um produto maravilhoso, tecnologia inutil que muito me agrada. No entanto uma discussão tem rondado minha cabeça. Esse produto foi adquirido nos estados unidos, mais também pode ser comprado aqui. Mas o engraçado é que, sua principal função (tocar musicas) fica sériamente comprometida quando estamos em território tupiniquim. Isso ocorre por que você não pode colocar músicas em seu mp3 comprando as mesmas pelo iTune Store! Quando falo para alguns americanos conhecidos meus que eu não paguei um centavo pelas musicas que carrego no dispositivo, eles olham como se eu estivesse fazendo uma contravenção grave. Oras, por mais que eu seja adepto do compartilhamento de arquivos (nunca ganhei um centavo com nada que baixei da internet, então naum me chamem de pirata!), as vezes eu gosto de comprar um produto, pagando os devidos criadores da obra (apesar de saber que essa grana quase não chega aos verdadeiros criadores). Só que a apple não permite que compramos músicas pela sua loja! Ou seja, cabe a nós comprarmos os cds pelos preços abusivos que são cobrados por aqui ou fazer o que faço, baixar da internet (via torrent). Na verdade, falo tudo isso pra dizer uma coisa. Acredito sinceramente que esse tipo de boicote como não termos direito de comprar músicas on line, ou super-taxar produtos como cd's ou livros é o que leva o brasil a ser um dos líderes em pirataria ou download de produtos sob licença particular, mas não é pra menos! Os paises em que não é um habito compartilhar arquivo pela net simplesmente é por que cobram apenas o preço justo do produto, e não o absurdo que nos é cobrado por aqui. Pense nisso e enquanto isso, compartilhem!

Segunda-feira, Março 29, 2010

Grande reinauguração de nada!



Das catacumbas mais escuras... das profundezas desse composto de células embrionárias resurge o ato de escrever.... será?
Bom, depois de um longo período de hibernação, tento voltar a escrever palavras fugazes de minha mente em formação.
Ok, com essa prolixidade de um blogueiro pós procastinador, tento reatualizar meus fiéis leitores! (que se resumem a um rato e uma barata que circundam meu habitat).
Meu primeiro ato deveria ser atualizar meu perfil... mas não estou com saco! Então deveria ir direto a uma cronica... to sem inspiração! O que faço aqui então?
Simplesmente faço o que acabo de fazer com minha casa e estou tendando fazer com minha psi/alma/heart... limpeza.
Mas nada muito profundo, como aceitando uma nova concepção religiosa, ou fundando uma nova de pensar... simplesmente pegando um réles espanador e tirando o pó que acumula nesse diário virtual que não respeita ordem cronológica alguma.
Sendo assim, que sejam bem-vindos novamentes meus caros companheiros de devaneios em maré virtual! (mais uma vez referindo ao rato e a barata, sem ofensas aos possiveis representantes da espécie homo-sapiens que por ventura deposite seus globos oculares neste acumulo gráfico fecal)

Terça-feira, Setembro 23, 2008

Pendurado até a alma!


Um pouco de humor (mas só um pouquinho por que a coisa aqui está preta!)
Como diz o velho deitado (pode ser esse mesmo ai da foto!), “Fodido, fodido e meio, está no inferno...”Dance com o Diabo!”).
Esta manhã estava a conversar com uma grande amiga minha (veja bem, não estou chamando-a de gorda, e sim mensurando nossa fraternidade) sobre a boa e velha nova questão entre o capitalismo, socialismo e alienação. Pois bem. Qual foi minha surpresa quando percebi que durante o embate teórico eu estava era alienando-me das dividas que tenho para quitar! Como queres que sejamos o salvador da pátria se não consiguimos nem pagar as contas? Prepotência? (não. Use o eufemismo, Sonhador!). É egoísmo sim, mas se vou “Salvar o mundo das cáries (como branda a campanha publicitária), quem vai me escovar os dentes?”.
Mas voltando ao assunto alienatório (ou seria alucinógeno...dúvidas...). Por que eu, ser que ao menos tenta possuir um pouquinho de senso crítico, se aliena frente a primeira guloseima tecnológica? Frente aquela camiseta que me faz parecer cool (ou Cult, ou Cú mesmo!)? Ou ir naquele barzinho onde só tem pessoas de grandes posses (mas também as “cocotinhas” mais bonitinhas do condado!)? Simples! Por que sou um proletariado! E qual é a função do dinheiro acumulado? Gastá-lo! Isso mesmo! Torrar a bufunfa! Já posso até ouvir uns burburinhos.... vozes que vão aumentando de volume gradualmente, até eclodir em uma voz uníssona a vociferar! CONFORMISTA! E respondo; - Conformista não! Proletariado (adoro eufemismo)! Ai então os mais calmos e pensativos dariam a seguinte resposta. “Por que ao invés de gastar ao leo todo esse dinheiro em coisas infrutíferas, investir em acumulo de conhecimento?”. Novamente. Simples! Por que conhecimento não deve ser comprado com gasto pecuniário e sim anal. Isso mesmo. ANAL! Porque pode ser algo interpretado mais como viceral, além de lembrar do nosso periférico corpóreo mais prejudicado durante as horas infindáveis frente a um livro, um computador ou mesmo um amigo numa mesa de bar! Conhecimento. Eis o bem que podemos adquirir, sem medo de acumular demais, e podemos compartilhar, sem precisar cobrar nada! Façamos então um socialismo! Mas um socialismo informativo! Vamos quebrar as amarras entre o conhecimento e o capital! Isso sim que seria revolução! Para sabermos mais, basta ter cú (novamente a questão anal!) e curiosidade. Sim... temos uma parcela de responsabilidade em despertar essa curiosidade nos menos interessados...mas é necessário primeiro limparmos nossas respectivas bundinhas antes de limpar essa merda toda... enfim... Estuprando Chico;
- “Façamos, vamos amar!!”

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Idas sem as voltas




Sei que ainda sou jovem, mas as vezes me sinto com 600 anos, talvez por estar sempre no mesmo lugar, mesmo tendo se passado alguns anos. Quando criança eu imaginava com eu seria aos 17 anos. Agora eu tenho 24 e continuo sendo a mesma pessoa que era aos 7 ou 8 anos... será?


Bem, ainda travo de medo por alguém simplesmente levantar a voz para mim ou me lançar um olhar repreensivo, como se eu tivesse acabado de executar uma travessura. Mas mesmo assim não sou mais o mesmo. Hoje creio ser mais egoísta, mas frio, menos encantado e menos encantador.


Não sei se é pelo envelhecimento das células ou se é pelo envelhecimento da alma, mas o fato é que o brilho nos olhos se foi e eu ainda continuo sendo uma criança. Blá! Devo estar sendo um parvo neste momento. Se o leitor tiver ao menos dez anos a mais de vida do que o ser que vos escreve, é provável que veja tudo isso como um drama de um adolescente que não sabe o que é vida. E quer saber a verdade... é isso mesmo! Não tem como mais me enganar, sou um eterno adolescente, ou infanto, que seja. Por mais que eu tente me convencer que estou velho, que muito já se passou. Sendo que a verdade é outra! Isso não quer dizer que eu esteja falando algo do tipo “minha alma é jovem e bela, que serei sempre uma criança, e como tal, sempre curiosa e cheia de vida e viva a beleza infantil!”. Estou longe de ser isso... estou mais para um velho que não é capaz de se surpreender com as coisas mínimas e só é capaz de sentir o coração palpitar quando revê algo. E ainda sou uma criança. Nostálgico do passado não vivido (acho que já disso isso alguma vez..). E nessa vou vagando (está mais pra divagando) por entre trilhas que já passei, e se não passei porto-me como tal. Enfim, sou novo, sou velho, sou... ao menos isso ainda continuo acreditando. (será?).


Sábado, Janeiro 12, 2008

Deus escreve certo por linhas tortas (quando está bêbado)


Eis que estou transitando pelo mundo à esmo e então me surge na frente um velho sonho... nesse sonho um velho sábio chinês me relembra sobre um velho desejo meu. Então esse velho nafranhudo me apresenta uma imagem distorcida de tal sonho... Eu reconheci por ser algo encrustado em minha alma... mas sinceramente não quis reconhecer... MAAAASSSS.... fazer o quê.. ele tava lá... distorcido, translúcio, mas era MEU sonho! E com a voz de um conselheiro, fui com armas e dentes enfrentar tal realidade distorcida.
Bem... os resultados não poderiam ser os melhores. Mas como disse o velho sábio "Pequeno gafanhoto, se cospes para cima, há uma grande probabilidade de sua própria saliva atingir sua fronte facial!" E nunca mais esquecerei dessas palavras

obs: a partir de hoje não pedirei mais nada ao mundo sem pensar direito!

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Companheiros de Uma Bohemia Solitária


Uma máquina e um cigarro, no momento é tudo o que tenho.

Um sábio faz um samba, um sentimental faz um poema
E eu... bom, eu faço acender um cigarro e bato uma máquina.

Um pintor cria mundos, um ator encena vidas, um cantor chora mágoas
E eu tosto meu tabaco e carimbo uma folha.

Também ouço um samba, leio um poema, crio, enceno e choro.
Mas sem meu tabaco e minha máquina não sou nada.

Sexta-feira, Novembro 02, 2007

Bom dia amigo!


-Bom dia amigo!

-Opa!

-Saindo pro trabalho?

-Nada... chegando da noite...

-Foste bem então?!

-Antes fosse... a vida tem sido isso. Tempo bom quando o Bourbon era pra relaxar e naum para me cortar.

-Mas por que diz isso?

-Deixe quieto, você não gostaria de saber, e seu trem vai passar... ele sempre passa.

-Peço-lhe desculpas então, pois realmente o tempo me falta, mas vamos marcar um drink? Então poderemos falar-nos em paz.

-Disso eu duvido, mas poderemos sim, claro! Porque não? A vida permitindo e a morte faltando, tudo nós é permitido. Marcado então.

-Abraço então... fique bem.

-Abraço e bom serviço.

Por fim ele entra em seu apartamento e encontra aquela guimba de cigarro marcada de batom que ela deixou em sua ultima frase. Esse pequeno objeto fedorento pra ele é como se fosse a última flor que havia brotado da velha cerejeira. Ele sabe por que ainda guarda isso, mas não compreende. Deita na cama e sente a garganta já com o amargo seco da ressaca que se aproxima. Antes lhe era mais fácil chegar em casa no alge da embriaguez, porém hoje os bares não lhe permite mais ficar até o astro maior chegar. É então que começa sua trilha pelas ruas que são sua última morada.

No princípio do seu sono vem-lhe imagens dos remotos tempos de choro infantil e vontade pueríl. A nostalgia o carrega para o sonho.

Sempre sentimos saudades das dores do passado, pois no passado elas habitam. Quando a dor ainda faz moradia essa sim sempre será a pior. Pelo menos até o proximo corte ou até o proximo porre.